Resumo pré – prova mestrado – parte 2

  • Como mencionado anteriormente, vamos dar continuidade a série de resumos que elaborei para a seleção do PPGS/UFRGS. Vamos ao resumo.

 

Livro: História das idéias sociológicas – das origens a Max Weber. ( pág. 66 -71)

 

Título: Liberalismo, individualismo e democracia

 

Estes conceitos são trabalhados, neste livro, com autores franceses, ou seja, é uma corrente de pensamento francês.

 

 

O Liberalismo: “ […] é uma doutrina globalizante que exalta os direitos do homem como indivíduo.” Para Benjamin Constant (1767 – 1830), a liberdade dos gregos repousava sobre “[…] a participação coletiva nos assuntos públicos”. Enquanto que a liberdade dos modernos seria “ […] aquela que dá livre curso aos pólos de interesses pessoais”; esses interesses são múltiplos, ou seja, podem ser religiosos, industriais, liberdade de opinião, etc… Para este autor o Estado deve “ […] garantir o usufruto dos direitos individuais”.

 

Alexis Tocqueville (1805 – 1859)  pode ser incluído na corrente individualista, mas, também, escreve sobre a democracia, que segundo ele lutaria em vão. Ele coloca que este movimento histórico, a democracia, como sendo um movimento que “ […] produz a igualdade das condições no seio da sociedade”.

 

Democracia: nela os “ […] seres humanos estão inseridos em um sistema onde a mobilidade social permite a todos terem acesso a qualquer posição ou qualquer grau” social, econômico e coisa que o valha. A sua base é o princípio de igualdade. Para Tocqueville esse sistema PODE cair/ desfazer/ acabar com a centralização ou, então, “ […] degenerar em despotismo”.

 

Entretanto, a paixão pela igualdade pode ter um custo muito elevado. Este custo refere-se ao risco de haver uma privação da liberdade. Então, o que sugere Tocqueville é  para que se instaure uma verdadeira democracia livre se “ […] estabeleça um poder judiciário ‘forte e independente’ e se promova, à semelhança do modelo americano, tanto associações como a descentralização política”.

 

 

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Resumo pré prova do mestrado – parte 1

  • Como eu havia mencionado no post anterior, vamos dar início a série de resumos que elaborei para a seleção do PPGS/UFRGS. Vamos ao resumo.

Livro: História das idéias sociológicas – das origens a Max Weber. ( p. 62 – 67)

Título: “Revolução e Ordem Social

Do ponto de vista sociólogo só vai se consolidar realmente na confluência das mudanças decisivas do final do século XVIII e na conjuntura do século XIX. O que marca, duramente, o nascedouro da sociologia são os novos esquemas de análise da química e biologia.

Duas “mutações” desempenharam o papel decisivo na constituição da sociologia. São elas: as revoluções políticas e as revoluções indústrias. ( aqui é importante relembrar os papéis das revoluções que ocorreram nas Europa nestes séculos acima citados. Principalmente a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, com a ascensão do capitalismo sobre o Feudalismo).

O principal papel que a Revolução Francesa causa ao surgimento da sociologia, é que a mesma embasa a fonte quase inesgotável de reflexão. Tal reflexão refere-se a aquelas pessoas que se debruçam sobre as questões em nível social -podesse afirmar que seriam os primeiros sociólogos, como Tocqueville e Comte.
 O Ponto de vista Reacionário sobre a Revolução Francesa

As opiniões convergem no intuito de denunciar a ruptura política que ocorreu em 1789. Assim como, a ruptura no plano econômico, com a imposição de uma nova ordem do mercado. Isto causou um choque ou um traumatismo. E foi devido a isso que será provocado o eco de tradição sociológico, que é a diluição dos vínculos sociais, além das instituições.

Da linhagem dos teóricos anti-revolucionários e anti individualistas, estão Maistre e Bonald.

Maistre, nobre francês, afirmará que a natureza do ser humano é ser sociável. Contudo a Revolução e a Era das Luzes, considerada isto ao contrário, ou seja, o homem é abstrato, separado de todo vínculo social. Em resumo, para Maistre o fundamento e a estabilidade de uma sociedade repousam não sobre a ação da razão, mas sobre a tradição, não sobre o indivíduo, mas sobre a comunidade. 

Já para o Visconde Bonald, colocará que o indivíduo só existe por estar firmemente inserido em uma rede complexa (grupos profissionais, família, nação) que lhe dá o existir como ser social. Notou-se que, para ambos, existe a explicação para a crise da tradição e da Igreja; que é o desenvolvimento do espírito crítico e a difusão do protestantismo ( ao qual se associa a doutrina do livre exame)


Nota: o que está em itálico, além dos títulos, são passagens exatas do livro. Não são minhas palavras. Espero q gostem deste primeiro resumo.

Redes de indignação e esperança – movimentos sociais da era da internet.

Este texto refere-se a um fichamento produzido por mim do livro de Manuel Castells, capitulo 6: A transformação do mundo na sociedade em rede. Espero que gostem.

O autor começa dizendo que os movimentos sociais são a alavanca para mudança social, e geralmente, são oriundos de uma crise. Crise de legitimidade dos governantes de conduzir assuntos públicos leva as pessoas a tomar as coisas em suas próprias mãos, envolvendo ações coletivas para no final mudar os governantes e até as regras que moldam a origem da crise, entretanto Castells considera esse comportamento arriscado. Mudança social: envolve uma ação coletiva e/ou individual que é emocionalmente motivada. Seis emoções básicas: medo, aversão, surpresa, tristeza, felicidade e raiva. O gatilho para a mudança social é a raiva e o opressor o medo.

Movimentos Sociais

Movimentos sociais: Não nascem, necessariamente, da pobreza ou do descontentamento político. Os movimentos sociais, que o autor vai estudar, estão baseados na era da internet e apresentam sete características comuns:

  1. São conectados em rede de múltiplas formas – O uso de comunicação é essencial. Formam-se redes dentro do movimento, com outros movimentos do mundo todo, com a blogosfera da internet. Tem sua existência continua no espaço livre da internet, e tendem a tornar-se um movimento hibrido ao ocupar espaços urbanos, gerando um terceiro espaço, que é o da autonomia. Castells refere-se a este espaço pela capacidade de se organizarem, as pessoas, no espaço livre das redes de comunicação, sendo este local uma nova forma dos movimentos sociais em rede. Ele enfatiza isto devido ao fato que os movimentos em rede não precisarem de uma liderança formal, diferentemente dos movimentos organizados por sindicatos, partidos entre outas organizações.
  2. Os movimentos são simultaneamente locais e globais – Começam em contextos específicos, entretanto são globais. Eles tem a sua própria forma de lidar com o tempo, o que Castells chamará de o tempo atemporal, que dividem-se em dois tipos de experiência:
    1. Vivem um dia após o outro (vivem o momento, a experiência real)
    2. Veem um horizonte de possibilidades ilimitado (projetam seu tempo num futuro do processo de construção histórica, a “utopia”).

Para o autor é um tempo emergente, alternativo, constituído de um hibrido do agora com o para sempre. Gênese dos movimentos: são espontâneos em sua origem, geralmente desencadeados por uma centelha de indignação. Castells destaca o poder das imagens, que é soberano, considerando o YouTube como uma das mais poderosas ferramentas de mobilização nos estágios iniciais do movimento.

Occupy Wall ST

3. Os movimentos são virais – Segue a lógica das redes da internet.

4.  A passagem da indignação à esperança realiza-se por deliberação no espaço da              autonomia – A tomada de decisão em geral é feita através de assembleias, porque            trata-se de um movimento sem liderança devido a desconfiança e descredito da                maioria dos participantes a qualquer forma de delegação de poder. As redes criam o        companheirismo, porque é através dele que as pessoas superam o medo e                        descobrem a esperança.

  5.  A horizontalidade das redes favorece a cooperação e a solidariedade, ao mesmo              tempo que reduz a necessidade de liderança – O movimento produz seus próprios            antídotos contra a disseminação dos valores sociais que deseja combater.

 6. São movimentos profundamente autorreflexivos – Questionam-se permanentemente        como movimento. Principal tema de debate: questão da violência. Em principio não          são violentos, porque na sua origem está a desobediência civil, pacífica. O objetivo          de      todos os movimentos é manifestar-se em nome da sociedade como um todo,      é fundamental eles sustentarem sua legitimação pela justaposição de seu caráter              pacífico à violência do sistema, usam a imagem da violência policial para ampliarem a      simpatia dos cidadãos pelo movimento.

Repressão policial

7.  Esses movimentos raramente são programáticos – Exceto quando pretendem derrubar um regime ditatorial. Estes movimentos sociais em rede não concentram-se num só projeto ou tarefa, assim como não podem ser canalizados por uma ação politica, logo, dificilmente serão cooptados por partidos políticos, embora estes possam lucrar  com a mudança  de percepção que os movimentos provocam na opinião pública. Assim os movimentos sociais são voltados para a mudança dos valores da sociedade. Castells coloca que estes movimentos são muito políticos num sentido fundamental que é quando propõem e praticam a democracia deliberativa direta, baseado na democracia em rede. Estes movimentos também propõem uma nova utopia no cerne da cultura, que é a autonomia do sujeito em relação às instituições da sociedade.

Castells coloca que os movimentos sociais surgem da contradição  e dos conflitos de sociedades especificas, e expressam as revoltas e os projetos das pessoas resultante de sua experiência multidimensional, e que os movimentos sociais em nossa época são fundamentados na internet. O papel da internet vai ultrapassar a instrumentalidade, porque ela cria condições para uma forma de prática comum que permite a um movimento sem lideranças sobreviver, deliberar, coordenar e expandir-se.

Os movimentos sociais são distintos de movimentos de protestos.

Eles são movimentos essencialmente culturais, que conectam as demandas de hoje com  os projetos de amanhã. Nos bastidores do processo de mudança social está a transformação cultural da sociedade, porque, segundo Castells, há uma emergência de um novo conjunto de valores definidos como individualização e autonomia.

  • Individualização: é a tendência cultural que enfatiza os projetos de individuo como supremo princípio orientador de seu comportamento;
  • Autonomia: refere-se à capacidade de um ator social tornar-se sujeito ao definir sua ação em torno de projetos elaborados independentemente das instituições da sociedade.

Transição da individualidade para a autonomia opera-se por meio da constituição de redes que permitem aos atores individuais construírem sua autonomia com pessoas de posição semelhante nas redes de sua escolha.

A tecnologia da internet incorpora a cultura da liberdade. Esta cultura no plano societal e da individuação e autonomia no plano dos atores sociais estimulam, simultaneamente, as redes da internet e os movimentos sociais em rede. E, por fim, Castells coloca que o verdadeiro objetivo é aumentar a consciência dos cidadãos em geral, qualifica-los para participação nos próprios movimentos e num amplo processo de deliberação sobre suas vidas e seu país, e confiar em sua capacidade de tomar suas próprias decisões em relação à classe politica. Porque a verdadeira batalha pela mudança social é decidida na mente das pessoas, e nesse sentido os movimentos sociais em rede têm feito grande progresso no plano internacional.

Internet

Vírus I Love You

i love you

 

Hoje, dia 4 de maio, mas há 13 anos atras, estava circulando pela Internet o vírus, considerado o mais devastador que se tem notícias. O nome do vírus: I Love You. Este vírus é tido como o mais poderoso que surgiu na história, não necessariamente pelo dano que ele causava, mas pela velocidade que ele se espalhava.

Vamos a história deste vírus:

Em 4 de maio de 2000 as redes de computadores em todo o mundo foram invadidas pelo VBS/LoveLetter, o vírus que detém até hoje o título de invasor de propagação mais rápida. Em questão de horas, o I Love You, como o vírus ficou conhecido, infectou mais de 3 milhões de máquinas. O LoveLetter foi um dos precursores do que hoje se chama “engenharia social”. Ele chegava numa mensagem na qual tanto o assunto (“ILoveYou”) como o arquivo anexo (Love-Letter-For-You.txt.vbs) apelavam para a curiosidade do destinatário. Para desarmar ainda mais as defesas da vítima, o e-mail vinha quase sempre em nome de um amigo ou conhecido.

Outro ponto importante: a extensão VBS do anexo fica oculta em boa parte das máquinas Windows. Assim, o arquivo parece apenas um inocente TXT. Além disso, o programa também tinha a capacidade de se propagar através de canais de bate-papo. Em pouco tempo, pipocaram mais de 3 dezenas de variantes do vírus. Elas diferiam da versão original apenas no texto das mensagens ou no nome do arquivo anexo. Tudo isso, mais a capacidade de utilizar o mecanismo de envio do Outlook, permitiu ao LoveLetter atingir uma velocidade jamais vista.

Embora não tivesse carga destrutiva, o LoveLetter causou profundos estragos ao produzir uma inédita enxurrada de e-mails que congestionou servidores ao redor do mundo. Causando prejuízos de bilhões de dólares em empresas por todo o mundo. De acordo com a empresa de consultoria Computer Economics, as perdas ficaram em torno de 10 milhões de euros. Nem mesmo os vírus “Code Red” e “Sircam”, que em 2001 causaram um prejuízo de 2,9 milhões e 1,3 milhão de euros, respectivamente, superaram este vírus que certamente entrou para a história como mais devastador da rede mundial de computadores.

Criador do vírus

O vírus foi criado por um universitário filipino chamado Onel de Guzman, que tinha feito o script malicioso para um trabalho da faculdade que fora rejeitado. Guzman, então, decidiu soltar a mensagem com vírus no dia 4 de maio, um dia antes de sua formatura.Devido à falta de legislação que envolvesse crimes digitais, o estudante filipino foi absolvido, pois o Departamento de Justiça do país não encontrou provas.

Projeto

Nossa, faz quase um ano que não escrevo neste blog. Os motivos são vários! Esse ano será difícil para mim, pois começaram as disciplinas mais difíceis do meu curso. Primeiro epistemologia, estudo do conhecimento. E agora Introdução a pesquisa. Meu projeto em introdução a pesquisa vai ser sobre o uso da Internet como meio de mobilização social. Porque essa temática? Porque é algo que vem chamando-me a atenção e é o único tema que eu me interesso atualmente. Quando estiver pronta a primeira fase do projeto eu posto aqui e quero comentário.

Vou postar agora o vídeo de epistemologia, que resume apenas um pequeno resumo de um recorte que fizemos sobre uma temática desta disciplina. Não se preocupem se não entenderem nada.

 

Primeira transmissão de TV

26 de janeiro de 1926 – Grã Bretanha

TVs

Hoje aconteceu a primeira demonstração publica da televisão, o inventor deste aparelho é o engenheiro escocês John Logie Baird. Neste dia ele fez q primeira demonstração publica da transmissão ao vivo de imagens em movimento em seu laboratório, na Frith Street, em Londres, para uma platéia de cientistas e um repórter do Times. Entretanto este não fora a sua primeira televisão, mas sim um aperfeiçoamento da primeira que ele havia construído com uma chapeleira, tesouras, agulhas de tricô, faróis de bicicleta, um engradado de chá e grande quantidade de cera de lacre e cola. Nasceu ai a nossa grande difusora de pensamento alienado e formadora de opinião publica, que a principio era um meio de entretimento, mas após verem a sua vantagem para fazer o individuo não pensar, tornou-se alvo de criticas pelos meios mais intelectuais. A televisão no Brasil começou em 18 de setembro de 1950, trazida por Assis Chateaubriand que fundou o primeiro canal de televisão no país, a TV Tupi, lógico que as primeiras TVs foram importadas e só os meios mais abastecidos de dinheiro poderiam ter um aparelho destes, sendo hoje a TV tão popular (ou seria essencial?) quando uma geladeira ou fogão.