Minha visão de mundo

Certas coisas me indignam quando leio ou ouço um noticiário. Comecei desde ontem a anotar os fatos que ocorrem no Brasil e no mundo que julgo serem mais importante, ou que me chamam mais a atenção, ou seja, uma espécie de diário de campo sobre o mundo.  Todos dias pessoas morrem vitimais da violência, seja ela num ato irracional ou racional, embora o ser humano em si sabe que todo o ato que ele faz possui uma conseqüência, logo não há um ato irracional. Como Kosik diz: o embate caótico e irracional das ações humanas é racional, pois o homem tem consciência do que ele está fazendo. Então como justificar um ato irracional se o homem se auto proclama um animal racional?? Difícil responder a está pergunta, pois nós seres humanos somos instáveis e fáceis de sermos controlados por ideais de outros seres humanos. Somos também uma mistura de sentimentos e emoções nas nossas ações, o que nos leva a praticá-las. Como justificar um ato de pegar uma arma e atirar em nossos semelhantes, como nos EUA? Atirar e matar uma criança que estava cheia de sonhos e projetos que não irá poder concluir ou sequer mesmo tentar realizar, é algo que é considerado irracional, mas ele sabia no resultado que ele teria após está ação, então por que a fez? O que o moveu a fazer isso? Ideais? Rancor? Visão política diferente? Ou o medo do diferente? As vezes penso que nós humanos temos medo de tudo aquilo que seja diferente a nós mesmo, aos nossos modos, visão de mundo, cultura, política…temos medo daquilo que é diferente. Por que das instituições? Talvez porque só através delas que nós nos “domesticamos” e controlamos o nosso impulso aversivo ao que é diferente.

Entretanto não é somente o medo ao diferente que possuímos, possuímos também aversão aqueles que não tem poder de compra considerado bom para o nosso padrão de vida fútil. Em um grande jornal de circulação aqui no sul do país não há, leiam bem isso, NÃO HÁ sequer uma nota de rodapé sobre a tragédia que está ocorrendo em RJ. As chuvas não param e as casas construídas em lugares impróprios para moradia estão desabando, mas por que não há uma matéria sobre isso? RJ também é Brasil, assim como nós aqui no sul também somos brasileiros. Entretanto quando houve aquela tragédia em angra dos reis ( se não me engano) este mesmo jornal fez uma grande matéria de dois ou três dias consecutivos? Por quê? Talvez porque aqueles que morreram lá tivessem um alto padrão de consumo, ou seja, grande poder de compras e riquezas, enquanto o favelado é um suposto estorvo para o sistema governamental do país. Será? Quero acreditar que não, mas cada vez mais vejo que aqui as coisas são tratadas assim. Eu quero acreditar que antes do poder financeiro seja valorizada a vida humana, não o dinheiro. Todos nós temos o mesmo ciclo de vida, o que nos diferencia é nossa posição social. SE a posição social é mais valorizada que a nossa condição de humanos, então nós sempre seremos taxados de terceiro mundo, subdesenvolvidos, pois o desenvolvimento se atinge com a valorização do ser humano, não com a sua posição social. Se alcança o desenvolvimento com educação e igualdade social, não com a exploração e ganância. Se alcança o desenvolvimento com pessoas que acreditam e trabalhem para o desenvolvimento igual entre nós, onde todos unidos por uma única causa trabalhemos para a sua concretização. Fomentar a desigualdade e o ódio a grupos sociais é uma barreira que impede o desenvolvimento, nós devemos aprender a superar isso, e isso se aprende com educação e uma mídia livre de preconceito social.

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