Primeira Lição, Auguste Comte

Auguste Comte

Pintura de Auguste Comte

Micro resumo meu sobre esta obra do Comte, pai do positivismo e da sociologia. ( Se falei alguma coisa errada, me corrijam, oks?!?! )

No curso da filosofia positiva, Auguste Comte cria uma nova ciência: a sociologia. Que é a mais complexa das ciências. A sociologia é a ciência do entendimento, que busca resolver a crise do mundo moderno. Tentara fornecer um sistema de idéias cientificas que presidira a reorganização social. A ciência não pretende atingir as causas, sejam iniciais ou finais, mas sim analisar a produção de um determinado fenômeno e tentar vincular um fenômeno ao outro, devido a similaridade e sucessão. Também vai se limitar a constatar a ordem que reina no mundo, explorar os recursos que a natureza nos oferece e procurar verdades que não possam ser duvidadas, pois o homem foi feito para crer e não para duvidar. O objeto de estudo do Comte, creio eu, é a historia da espécie humana; e seu ponto de referencia será a humanidade.

Para se explicar a filosofia contiana é indispensável passar por três estágios do conhecimento humano, que são o estagio teológico/ místico, o metafísico/ abstrato e o positivo/ científico. O estagio teológico/ místico é o ponto de partido necessário para a inteligência humana, pois o homem, sem ele, encontrava-se em um estado vicioso ( sem razão) e a teologia funciona como uma “porta”, uma luz para sair deste estado. No estagio teológico atribui-se força ao sobrenatural, ação direta e continua de agentes sobrenaturais, explicação das anomalias esta no místico. O estado metafísico/ abstrato funciona como um estado de transição, nada mais que isso, segundo Comte. É totalmente diferente do primeiro estagio, teológico. Os agentes sobrenaturais são substituídos por forças abstratas, a maior delas é a natureza. Cada fenômeno é explicado por uma entidade. O ultimo estagio é o positivo/ científico que é o estagio fixo e definitivo, ainda a ser alcançado. É onde o espírito humano renuncia a procura pela origem e o destino do universo. Reconhece a impossibilidade de obter noções absolutas. É onde passa-se a observar os fenômenos e tentar estabelecer relações que possam haver entre eles. Não se pode pular os estágios, pois o espírito humano se desenvolve nos três estágios, caso houvesse um mudança brusca de um estagio para o outro o homem não entenderia, não iria acompanhar a mudança, para isso existe o estagio metafísico.

Para Comte a filosofia deve ser entendida como um todo, não aos pedaços. Ele teme que o espírito humano se perca com trabalhos menores e que nisso os homens esqueçam dos do grande trabalho da filosofia positiva, é aonde acontece o ataque dos metafísicos e teólogos. O que falta para a implantação da filosofia positivista é o caráter universal, só então ela se tornaria superior a filosofia teológica e metafísica, e estas duas passariam a ter um caráter histórico. Mas a lacuna básica para o começo da implantação da filosofia positivista são os fenômenos sociais.

A filosofia positivista advém do conhecimento cumulativo. É um estudo da generalidade, todavia os estudiosos devem dividir o trabalho intelectual afim de aperfeiçoar cada vez mais, isto é um atributo da filosofia positivista. Primeiramente deve-se descobrir as relações dos fenômenos e  seus encadeamentos, se possível, resumir todos os seus princípios num menor numero de princípios comuns. Outros grupos de cientistas devem “retificar seus resultados, estados de coisas que os cientistas atuais se aproximam cada vez mais”.

Existem quatro propriedades fundamentais da filosofia positivista. A primeira é através da observação dos fatos que pode-se atingir o conhecimento das leis lógicas. Duas espécies de observações, interior: destinada aos estudos dos fenômenos intelectuais, e exterior: que pelo que entendi seriam o resto. É o verdadeiro meio racional de por em evidência as lógicas do espírito humano, através da estática e da dinâmica. A estática seria apta a agir, determinação das condições orgânicas de que dependem, seria anatômica e fisiologicamente. A dinâmica seria agindo efetivamente, estudar a marcha efetiva do espírito humano em exercício, o acumulo de conhecimento que é o objeto geral da filosofia positiva. A segunda seria a reforma do ensino nas escolas. Passar do ensino teológico, metafísico e literário para o ensino positivo adaptado as necessidades da civilização moderna, da sua época, pois a educação por matéria não permite o conhecimento da generalidade. Logo seria uma nova educação que, para Comte, seria verdadeiramente racional, seria uma generalidade cientifica. A terceira propriedade esta ligada com a segunda, pois seria o progresso particular das diversas ciências positivas, importância especial desta filosofia nas soluções de questões de outras áreas, ou seja, uma combinação de varias ciências, pois para se resolver um problema é necessário unir varias áreas do conhecimento logo é um ideal positivista. E a ultima propriedade é que só a filosofia positivista pode dar a base para a reorganização social, terminar com o estado de crise. Só que falta a filosofia o incremento dos fenômenos sociais e também falta uma qualidade que é o caráter de generalidade conveniente.

Antecedentes a Revolução de 30

Para se entender o que ocorre entre os anos de 1929 ate os primeiros anos da década de 30, a revolução de 30, é preciso retornar, historicamente, ao período da republica velha. Por que retornar? Porque os fatores que provocam a revolução se encontram nesse período. Vamos a eles:

  • Na republica velha é onde predominava os interesses do setor agro-exportador de café, que era representado pela burguesia paulista e mineira ( a política do café-com-leite). A mercadoria tinha o seu preço variado de acordo com as oscilações do mercado internacional, havia uma dependência do capital externo. Durante os primeiros anos da republica ouve a política do encilhamento – onde produzia-se papel-moeda e distribuirá-se entre a população (de boa fé) esperando que estas investissem em industria, mas acabaram elas aplicando em outras pessoas para terem lucro e essas outras e mais outras e assim por diante; resultado foi a alta da inflação – esta economia provocou o desgaste econômico.
  • Quando chegou-se ao limite dessa política, ou seja, quando ouve a depreciação cambial na período da Campos Sales, o Governo fez, junto ao cafeicultores e credores estrangeiros, o funding-loan, onde o governo se comprometeu a queimar o excesso de papel-moeda em troca de credito internacional a juros altos.
  • Depois disso, já na crise de 29, houve o convenio de Taubaté. Onde os cafeicultores preocupados com as baixas do preço do café, mais a alta produtividade e baixa de mercado consumidor, assinaram um acordo com o governo onde este deveria comprar o café, estocá-lo e quando os preços estivesse bom, então vendia-se o café. Política da privação dos lucros e socialização das perdas.
  • Essa política teve alta rentabilidade no período entre 1906 a 1930. Neste meio tempo ouve a Primeira guerra mundial onde, obviamente, ninguém queria comprar café. Houve então uma necessidade de se ter uma industria, foi onde começou a engatinhar a industria de bens de consumo e produção. O que favoreceu o surgimento dessa industria? O retraimento do fluxo de bens vindo da Europa, mais a necessidade de bens de consumo e de produção. Não se pode falar de uma burguesia industrial, devido aos altos e baixos da industria aqui. Houve mesmo uma burguesia cafeeira.

Essa burguesia cafeeira provocou:

  • O desequilíbrio regional. Devido a política do café-com-leite, onde em um período o governador geral era da São Paulo e no outro período de Minas Gerais, assim sucessivamente;
  • A integração regional era frágil no Império e continuou frágil na Republica;
  • O Estado era praticamente o único representante de integração nacional, embora ele representa-se diretamente o interesse dos cafeicultores, como uma espécie de guardiã deles;
  • Havia a regionalização dos Estados, mas não representou uma grande ameaça para o poder central.

Em síntese, a vida política, cultural e econômica girava no eixo São Paulo e Minas Gerais. E para aqueles que não sabem o que é a política do café-com-leite eu explico a minha moda. A política do café-com-leite consiste na troca de governo entre SP e MG, em um periodo governa um representante desses Estados e no outro periodo o outro.

No próximo Post escreverei o que foi o estopim para a revolução de 30 e quem estava envolvido, e também sobre  Aliança Liberal.

A morte

Sepultura

Destino de todos os seres vivente, mas sempre um tabu a ser tratado. Dependendo da cultura os rituais fúnebres são diferentes e ate a própria cultura, em relação de como as pessoas encaram a morte. Na cultura ocidental, o choro, a sensação de perda, na cultura oriental o “riso’’, pois aquela pessoa cumpriu seu papel. Qual a melhor para se encarar a morte? Nenhuma, pois por mais que varie a forma como ela é tratada, a morte, o assunto sobre a morte, é um tabu”.

É apenas um ensaio meu sobre esse assunto, que muitos não gostariam de tratar. Varias maneiras de se chegar ate ela. Suicídio, acidente, velhice, etc… mas todos chegam ao dia fatídico. Não vou me aprofundar agora, todavia pretendo no futuro elaborar trabalhos sobre esse assunto. Por que? Porque é algo que todos nós teremos que encarar, eu quero comparar a maneira como cada sociedade encara esse tabu. Comparar os ritos, a cultura. Enfim, é algo que trás a curiosidade de saber como são ritos, luto, dor ou não, como tratam. É algo sinistro, vindo de mim, para quem me conhece, já que não tenho jeito de pessoa que gostaria de estudar algo assim, algo sombrio, que para alguns traz medo.

A morte gera o luto. O sentimento de perda. Mas será para todos? Será que todas as famílias lidam com ela assim quando perdem um entre querido? Provavelmente não. Varia de cultura para cultura. Se sociedade para sociedade. De classe social para classe social ( entenda-se classe social a grosso modo, rico e podre). De religião para religião. Quero tentar ajudar as pessoas a lidar com isso, mas nunca vou perder a sensibilidade. Jamais perderei.

Por fim, isso é só um ensaio sobre algo futuro. Ainda é muito bruto o que penso. Quero aprofundar, quero comparar, quero ajudar. Assim como Émile Durkheim escreveu sobre o suicídio, eu quero escrever algo sobre a morte e suas faces. Algo sombrio é verdade, mas tenho motivação para escrever sobre isso.