Antropofagia

Quadro sobre antropofagia

Antropofagia consiste no ato de comer seres humanos, total ou parcialmente. Do grego anthropos, “homem” e phagein, “comer”. As tribos brasileiras na época do descobrimento, praticavam a antropofagia. Quando havia guerra entre tribos rivais, caso um rival fosse capturado, então começa o ritual da antropofagia.

Eu não sei qual a ordem correta dos fatos, mas mesmo assim vou citar o que acontecia. Ao chegar na tribo rival, eles lhe ofereciam uma mulher que lhe trazia comida e para dormir com ele, geralmente ela ficava grávida. O prisioneiro não podia ter nenhum defeito, senão era descartado. Seus cabelos eram raspados e ele recebia colares. Demorava um tempo ate o sacrificarem.

Na medida que se aproximava o sacrifício, as mulheres preparavam as vasilhas e bebidas, enquanto os homens se encarregavam de ir nas tribos amigas para anunciar o sacrifício e convidar os membros dessas tribos. Primeiro eles pintavam o corpo do prisioneiro. Depois a tribo realizava danças em volta da grande fogueira. Ai pelo quarto dia o prisioneiro era lavado de manhã, ai então começa o sacrifício. Em todo o tempo a tribo testa a coragem do prisioneiro, esperavam que ele demonstrasse altivez para merecer uma morte tão importante. No dia seguinte então era consumado o sacrifício, nesse dia a mulher que lhe foi oferecida se despede. O guerreiro que havia lhe capturado era quem o abatia e havia uma simbologia na forma como o morto caia. Se caísse de costas, quem o matou iria morrer, se caísse de bruços, a tribo teria uma grande futuro.

Abaixo um fragmento da obra Duas Viagens ao Brasil, de Hans Staden, que relata a antropofagia.

Quando trazem para casa um inimigo, batem-lhe as mulheres e criança primeiro. A seguir, colocam-lhe ao corpo penas cinzentas, raspam-lhe as sobrancelhas, dançam ao seu redor e amaram-lhe bem. Dão-lhe então uma mulher para servi-lo. Se tem dele um filho, criam-no ate grande e o matam e o comem quando lhes vem a cabeça.

Dão de comer bem ao prisioneiro. Conservam-no por algum tempo e então se preparam. (…Assim que está tudo preparado, determinam o tempo em que ele deve morrer e convidam os selvagens das outras aldeias para que venham assistir. Logo que estão reunidos todos os que vieram de fora, o chefe da choça diz: “vinde agora e ajudai a comer vosso inimigo”. (…)

Quando principiam a beber, levam consigo o prisioneiro que bebe com eles. Acabada a bebida, descansam o outro dia e fazem para o inimigo uma pequena cabana no local em que deve morrer. Ai a noite passa, sendo bem vigiado. (…)

O guerreiro que vai matar o prisioneiro diz para o mesmo: “Sim aqui estou eu, quero te matar, pois tua gente também matou e comeu muitos dos meus amigos”. Responde-lhe o prisioneiro:”Quando estiver morto, terei ainda muitos amigos que saberão me vingar”. Depois, ele é golpeado na nuca, de modo que lhe saltem os miolos, e de imediato as mulheres arrastam o morto para o fogo, raspam-lhe toda a pele, tornando-o totalmente branco e tapam-lhe o ânus com uma madeira, afim que nada dele se escape.

Depois de esfolado, um homem o pega e lhe corta as pernas acima do joelho e os braços junto ao corpo. Vêm então quatro mulheres que apanham quatro pedaços, correndo com eles em torno das cabanas, fazendo grande alarido, em sinal de alegria. Separam após as costas, junto com as nádegas, da parte dianteira. Repartem isso entre eles. As víceras são dadas as mulheres. Fervem-nas e com o caldo fazem uma papa rala que se chama mingau que elas e as crianças sorvem. Comem também a carne da cabeça. As crianças comem os miolos, a língua e tudo o que podem aproveitar. Ao guerreiro mais forte é oferecido o coração e as genitais.

Quando tudo foi partilhado, voltam para casa, levando cada um o seu quinhão. (…)

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