Imigrantes, pequeno trabalho

Imigrantes

(Bom, ai está meu trabalho finalizado.  Causo estiver falando alguma abobrinha aqui, por favor sinta-se a vontade para corrigir)

O imigrante vinha para o Brasil com  três objetivos:

1°) Ser dono de um pedaço de terra

2°) tirar dela o seu sustento e para sua família

3°) ser patrão de si.

Vamos nos situar. Europa, século XIX, feudalismo desaparece e da lugar ao capitalismo. O camponês que trabalhava para o senhor feudal emigra para a cidade, e nesta tem-se um crescimento gigante. Europa em começo de capitalismo processo de industrialização, péssimas condições de trabalho, péssimas condições de moradia, falta de saneamento básico, péssimas condições de trabalho, salário baixos e desemprego, ocorre que na soma de tudo isso acontecesse as doenças, como a malaria, febre amarela, cólera, peste negra etc, etc… Brasil, em contexto de política ideológica racista busca o branqueamento do país através da imigração européia, sob as tese de que a ‘raça’ branca é superior as outras ‘raça’. Tese sustentada pela eugenia racial e o darwinismo social, colocando as ‘raças’ negra, indígena e mestiça abaixo da branca. O Brasil então aproveitando-se das condições da Europa em desenvolvimento do capitalismo e industrialização crescente, lança campanha para a vinda de imigrantes para cá, com uma propaganda com duas caras. A primeira dizendo que o imigrante ao chegar aqui encontrara acesso fácil a terras, que são férteis, terá trabalho garantido, será patrão de si e encontrara mercado consumidor para seus produtos colhidos. Está era a propaganda lançada pelo Brasil para a atração de imigrantes, mas o que na realidade eles desejavam era a vinda de imigrantes brancos para trabalharem nos cafezais, o trabalho escravo está em processo de abolição, querem o branqueamento do país, pois só com a ‘’raça superior’’ o Brasil poderá evoluir economicamente e socialmente, e também para a habitação de terras pouco exploradas, principalmente no sul.

O imigrante tinha a visão da ideologia do camponês europeu livre: trabalhando na sua própria terra, tirando dali o sustento de sua família e vendendo o excedente. Todavia ao chegarem aqui não era bem assim. Aqueles que vieram para o sul do pais conseguiram esta visão ideológica, mas aqueles que foram para outras regiões não. Muitos foram trabalhar nos cafezais, e de lá não saíram tão cedo, pois tinham que pagar ao fazendeiro que os trocem as suas despesas de viajem, alem de tentarem juntar dinheiro para comprar um pequeno lote de terras. Alguns conseguiram juntar dinheiro e comprarem terras, outros não. Mas como se sabe, a terra entra em esgotamento depois de um certo tempo de uso numa única cultura, com o café não foi diferente. Então os fazendeiros começaram a arrendar estas terras esgotadas para o imigrante que trabalhava para eles, mas não foi por pena não. O fazendeiro e o Estado tinham outros interesses por trás, que eram:

1°) produção de policulturas, ou seja, diversidade alimentar para a fazenda e para a cidade.

2°) estoque de mão de obra, trazendo mais imigrantes e recrutando aqueles que estavam nas terras arrendadas fazia com que o preço pago ao trabalhador caísse.

3°) valorização da terra, pois com a produção de policultura a terra acaba se tornando fértil novamente ai o fazendeiro acaba pedindo mais por aquela terra arrendada.

A pesar deles terem sido enganados, eles permaneceram no Brasil, pois a Europa ainda estava se adequando ao capitalismo. Pois bem, muito imigrantes acabaram não tendo seus lotes de terras, nem seus filhos, nem netos.  Alguns imigrantes conseguiram o seu lote de terra e vantagens que o governo propagandeava, outros foram trabalhar em cafezais, outros tiveram seu lote de terras, mas acabou não dando certo e tiveram que migrar para a cidade e ficarem as margens delas, outros voltaram a ser proletários, outros conseguiram se manter através dos ofícios que tinham na Europa e que faziam aqui nos pequenos povoamentos e se expandindo a medida que aumentava a urbanização, outros acabaram morrendo assalariados. Enfim, a vida do imigrante na América não foi uma vida fácil. Tiveram de desbravar a mata, plantar em terras cheias de raízes, terem sorte com o tempo e com o tipo de plantação, se era ou não adequada para aquele solo, tiveram q ter sorte com as condições climáticas que não era o mesmo europeu, tiveram que aprender técnicas de cultivo aqui, entre tantas outras coisas mais. Doenças, desastres e outros tipo de problemas, que não eram raros, tornavam a vida do imigrante na sua colônia impossível. Inexperiência e ausência de adaptabilidade as novas condições punham todo um trabalho de meses, se não anos, a perder.

Não obstante, a pequena propriedade e a policultura desempenharam um papel importante na nossa sociedade. A policultura desempenhava um papel fundamental nos circuitos comerciais de um mercado interno que começava a se expandir. E a pequena propriedade a preencher as lacunas de uma vasta terra que não era habitada. Embora as dificuldades fossem mil, eles conseguiram vencer, pelo menos é o que nos é passado, a idéia daquele imigrante que veio sem nada, instalaram-se nas matas virgens, construíram um rancho ou dormiram embaixo de arvores, alimentavam-se de frutas nativas, da caça e da pesca, e que no decorrer de três ou mais anos puderam apresentar uma bonita casa com hortas, jardins  e que tiveram uma produção proveniente da roça ou da criação de animais para vender.  Mas a historia não mostra o lado ruim de ser imigrante. Não mostra aqueles que morreram sem atendimento medico, que foram picados pelas cobras, que morreram quando derrubaram uma arvore, aqueles que não tiveram sucesso na roça e que não conseguiram pagar as prestações dos lotes, aqueles que por diversas razões nunca conseguiram uma habitação descente, aqueles que lutaram e batalharam, mas nunca conseguiram dar uma educação descente aos filhos, enfim problemas de varias ordens que não são mostradas ao publico leitor ou que estuda. As vezes ser imigrante era uma aventura, que só o tempo iria ensinar a eles o melhor modo e época de se plantar e o que plantar também.

Por final, isso é somente um pequeno trabalho sobre a imigração no Brasil, não está aqui tudo, pois não falei de nenhuma imigração em especifico, de suas peculiaridades, culturas e etc… também não falei aqui as questões das mulheres, que não ficavam somente na casa, elas também iam para a roça plantar e capinar. Das criançs, que desde pequenos foram recrutadas para trabalhar na casa ou com os animais e que famílias grandes tinham mais chances de prosperar que as pequenas famílias. Do modo como eram feitas as casas, e de que maneira começavam a se formar os pequenos núcleos de imigrantes, sua industrialização, seus comércios, surgimento de escolas, hospitais e bancos. Não falei também do crescimento dos núcleos urbanos, já que quando não dava sorte na roça iam-se para a cidade para sobreviver. Do papel da venda, muitas vezes única forma que o imigrante tinha contato com o mundo exterior, o vendedor que trazia as noticias e as cartas. Não falei também das dificuldades de se manter uma colônia, do papel das igrejas e também dos emigrantes, filhos de imigrantes que iriam desbravar as terras, já que a pequena propriedade não dava para sustentar uma família grande.

Por fim, isto é um pequeno trabalho, que não ficou concluso, só fiz o que era mais geral. A grosso modo, só fiz o grosso do trabalho sem entrar em detalhes. Quem sabe mais adiante eu não faço um post em especifico para algumas imigrações e costumes. Vamos ver como vai ser as andanças dos meus trabalhos na graduação.

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